sábado, 28 de novembro de 2009

Boas memórias...

Desde que me entendo por gente (perdoem o clichê), sou fascinado por animais. E, se me lembro bem, minha queda por organismos marinhos teve início graças a uma certa foto, impressa em um livro agora perdido nos confins de minha casa. Infelizmente, não consegui encontrar a tal imagem, mas posso lhes garantir que era algo desse tipo:

O ser que tanto me impressionou (e ainda impressiona) era um celacanto. Considerado extinto, o animal "voltou à vida" quando um exemplar foi pescado na costa da África do Sul, em 1938. O celacanto é, hoje, o único representante da ordem Coelacanthiforme.

A razão para esta postagem é que, no dia 6 de outubro, um grupo de pesquisadores marinhos do Japão informou ter conseguido filmar, pela primeira vez, um celacanto jovem: o peixe foi encontrado a uma profundidade de 200 metros, próximo da ilha de Sulawesi, Indonésia. A descoberta pode esclarecer algumas dúvidas a respeito do habitat e dos hábitos reprodutivos do esquivo animal.

Jovem celacanto encontrado pelos pesquisadores

Em um mundo ainda pouco compreendido, só desejo que as crianças de hoje possam descobrir os mistérios nunca solucionados!!

Fontes: RedOrbit; Aquamarine Fukushima (imagens)

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

1° passo chinês no corte de CO2 (ainda que duvidoso)

A China, o maior emissor de gases que causam o efeito estufa, anunciou pela primeira vez uma meta de redução de emissão de gases causadores do efeito estufa, a duas semanas da reunião global sobre clima em Copenhague.

Segundo a agência oficial Xinhua, o país cortará, até 2020, de 40% a 45% de sua "intensidade de carbono" comparada aos níveis de 2005.

A "intensidade de carbono", uma mensuração própria do país, corresponde ao montante de dióxido de carbono emitido para cada unidade de seu Produto Interno Bruto (PIB).

As autoridades dizem que a meta obedece "às condições nacionais" da China, um país emergente que vê o corte de emissões como uma ameaça ao seu crescimento econômico.

Ainda assim, especialistas fazem a ressalva de que ela não necessariamente levará a uma redução absoluta das emissões.

O anúncio veio a público um dia após os Estados Unidos confirmarem que vão oferecer, no encontro na Dinamarca, um corte de 17% nas suas emissões de carbono até 2020, em comparação aos níveis de 2005 - menos do que o desejado por cientistas e os países europeus.

A Casa Branca confirmou na quarta-feira que o presidente americano, Barack Obama, estará presente no encontro, assim como o primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, que confirmou sua ida nesta quinta-feira.

A cúpula tem por objetivo chegar a um acordo que substitua o Protocolo de Kyoto, que não foi ratificado pelos Estados Unidos e expira em 2012.

Entretanto, analistas creem que a meta anunciada pela China não necessariamente significará uma redução nas emissões.

O cálculo chinês é o único a utilizar a mensuração de intensidade de carbono, ou seja, a quantidade de CO2 emitido por cada unidade do produto interno.

O correspondente da BBC em Pequim, Quentin Sommerville, disse que o compromisso chinês é tornar as suas fábricas e sua infra-estrutura de energia mais eficientes na utilização de combustível, o que produziria menos gases causadores do efeito estufa.

Mas isto não significa que os níveis absolutos de carbono seriam reduzidos, observou o correspondente.

Fonte: UOL Notícias; BBC Brasil

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Tartarugas

PASSE O MOUSE EM CIMA DA IMAGEM E VEJA QUE ELAS SEGUEM...


sábado, 21 de novembro de 2009

A natureza é perversa?

A resposta está na compreensão da seleção natural e do comportamento das espécies.

O que leva a um adulto de beija-flor que tem dois filhotes no ninho a expulsar um deles ou passar a alimentar mais um do que outro?
Pensa-se em:"como são malvados!" ou algo do gênero,mas não deve-se se pensar assim.
ABeija-flores e outras aves podem expulsar filhotes "fracos" do ninho quando a chance de sobrevivência deles é pequena.Isso ocorre porque,em épocas que o alimento é escasso,o grande esforço da mãe em criar diversos filhotes pode ser em vão.Dessa forma,sem alimento suficiente para todos,os filhotes mais fracos e menos capazes de exigir comida,acabam subnutridos e podem morrer facilmente.Assim,explusar o filhote mais fraco do ninho é um ato que aumentar,em muito,a chance de sobrevivência dos filhotes restantes.Mais vale um filhote bem vivo do que dois moribundos.Outro fator que pode levar um dos filhotes a morrer é a competição por alimento entre os próprios irmãos.Quantas pessoas já não tiveram um irmão comilão que acabava com toda a sobremesa antes mesmo de todos da casa prová-la?

Leões,ursos,macacos e outros animais também tem comportamentos parecidos com esses,aniquilam a concorrência,os filhotes de outros machos,etc...

"O homem tem tendência de julgar o comportamento dos animais se acordo com sua própria ética;isso o leva a considerar muitos animais comoo seres desleais.Porém,se compreendermos com a evolução funciona,perceberemos como tais comportamentos surgem e se mantêm na natureza;veremos também que não é correto julgar outros seres vivos de acordo com a ética humana."

JPK


Fonte
: ético atualiza,ano:5

Alívio imediato e necessário

Pescadores de atum do Atlântico oeste e Mediterrâneo receberão permissão para capturar um total de 13,5 mil toneladas de atum-azul em 2010, em oposição à cota previamente estabelecida de 19,950 t. A International Commission for the Conservation of Atlantic Tunas (comissão para a conservação dos atuns do Atlântico) relata que isso fornecerá aos peixes uma chance de recuperação de 60% nos próximos 15 anos, mas grupos ambientalistas dizem que tal atitude não será suficiente para salvar o atum da extinção comercial.

Há 20 anos, as águas mediterrâneas eram repletas do animal que hoje está se tornando um dos mais ameaçados do mundo. Agora sua população beira o colapso, trazido pela pesca em excesso. É por isso que um grupo de cientistas, com apoio da WWF (World Wildlife Fund), está rastreando o atum: o objetivo da coleta de dados é impedir a destruição desse animal caçado há mais de 3000 anos. A organização pressiona por ações imediatas, inclusive pela proibição temporária da pesca. De acordo com Pablo Cermeño, pesquisador envolvido no projeto, a pesca comercial de atum entrará em colapso em 2012.

Na foto, Cermeño "etiqueta" um peixe (Imagem: Edward Parker/WWF-Canon)

O comércio em torno do atum é grande - um peixe de 70 kg pode custar até $15 mil. E esse é o problema; com sua carne macia, o atum é considerado o "rei do sushi". Mesmo assim, os pescadores não conseguem acompanhar a demanda.

A maioria de atum legalmente capturada hoje no Mediterrâneo acaba no Japão, um mercado que gera cerca de $7 bi ao ano, mas o maior perigo é o mercado negro. De acordo com a WWF, barcos registrados maqueiam os relatórios de pesca para maximizar o lucro. Em se tratando de piratas, a situação é muito mais grave.

Gráfico mostra o aumento na pesca do atum-azul, especialmente no Mar Mediterrâneo, nos últimos 20 anos

Em 2007, os números oficiais registravam 23,154 t de atum pescado no Mediterrâneo, mas a ICCAT estima que a quantidade real chegue em 47,5 mil toneladas, algo completamente insustentável. Nos últimos 10 anos, o peso médio do atum caiu de 125 para 65 quilogramas, sinal claro da pesca excessiva. Com as taxas atuais de exploração, a WWF acredita que o atum-azul estará comercialmente extinto em 3 anos, já que sua população não atingirá o tamanho mínimo necessário para que a pesca seja vantajosa.

Cardume de atuns (Imagem: David Fleetham/Visuals Unlimited/Getty)

Fonte: Revista New Scientist - http://www.newscientist.com/

domingo, 15 de novembro de 2009

15ª conferências das Nações Unidas sobre mudança do clima

*Em um ano,foram desmatados 11.968 km² de bosques na Amazônia legal.
*Secas de moderadas a violentas atingiram a maior parte do sudeste da América do norte.
*A Ásia central sofreu as temperatura mais baixas em décadas.
*Condições climáticas no sudeste da Austrália prolongam a seca em grande parte do território.
* Graves inundações e deslizamentos no sul do Brasil devido às fortes chuvas.Mais de 100 morte e 1,5milhões de pessoas afetadas.
*Registrados 418 casos de derramento de petróleo na Nigéria.
*Chuvas de 390 mm em menos de 24 horas em Valência,Espanha.
*Aumento pronunciado da caça legal de rinocerontes no Zimbábue.O chifre do animal tem alto preço por ser considerado afrodisíaco.
*Redução da superfície gelada do oceano Ártico,que atingiu sua segunda manos extensão desde o início das medições por satélite,em 1979.
*Um grande bloco de gelo se desprendeu da plataforma Wilkins e muitas rachaduras existem no que sobrou dela,sobretudo no início da ponte de gelo que estabiliza a barreira,que parece estar"presa por um fio".
*Elevadas concentrações de metano em alto-mar,na altura do delta do rio Lena(Rússia),foram denunciadas pelo instituto internacional da plataforma siberiana.
*Pela primeira vez em um século,nevou em Bagdá,capital do Iraque,o que provocou a morte de 50 pessoas e 15 mil animais.
*Tempestades elétricas e fortes chuvas,tornados e granizo causam mortes e destruição na Alemanha.


FONTE:ético atualiza,ano 5-nº 6

Nas praias da Califórnia

O quelpo gigante, Macrocystis pyrifera, é uma espécie de alga marinha encontrada nas costas do Pacífico: entre o Alasca e a Baixa Califórnia, ao sul do Chile e na Argentina; no outro extremo, nas águas da Nova Zelândia, Austrália e África do Sul. Apesar de iniciar sua vida como um microscópico esporo, essa espécie pode chegar até uma altura de 60 m, sendo o maior organismo vegetal/protista do mar.

A população de quelpo gigante da costa sul da Califórnia compõe uma das mais diversas comunidades de nossos oceanos. Aproximadamente 800 espécies de organismos marinhos dependem das florestas de quelpo em algum ponto de seu desenvolvimento. Nas palavras de Charles Darwin: "…if in any country a forest was destroyed, I do not believe nearly so many species of animals would perish as would here from the destruction of kelp." (se em qualquer país uma floresta fosse destruída, eu não acredito que tantas espécies animais pereceriam como aqui, da destruição do quelpo)

Complementando seu alto valor ecológico, muitas espécies têm grande importância em diferentes indústrias, como a de alimentação, farmacêutica, tintas, construção ou cosméticos. Além de poder ser consumidos ou utilizados como fertilizante, os quelpos produzem uma substância (polissacarídeo) conhecida como alginato que é amplamente utilizada como emulsificante em: produtos alimentícios (sorvetes, molhos, cervejas, iogurtes), de higiene (pastas dentais, xampus, sabonetes), medicinais (pílulas), industriais (tintas, pinturas, soldaduras).

Nos últimos 100 anos, os números dessa feofícea sofreram uma redução de 80%, e apesar de perturbações naturais como tempestades e o El Niño terem feito sua parte, foi a ação humana, através de poluição, sedimentação e pesca excessiva, que impediu sua total recuperação. O melhor documentado declínio de população ocorreu em San Diego (EUA), onde a Estação de Geração de Energia Nuclear de San Onofre destruiu, de uma só vez, 150 hectares de floresta de algas devido ao despejo de água aquecida no mar.

Um outro exemplo é o das lontras da Califórnia, que foram caçadas até a quase extinção por seu pelo. Colocado da forma mais simples possível: estas lontras se alimentavam primordialmente de ouriços, que por sua vez se alimentavam do quelpo. Sem as lontras, os ouriços proliferaram-se e praticamente destruíram a alga, e com ela toda a base desse ecossistema.

Em 2001, a California Coastkeeper Alliance (CCKA) lançou o Southern California Giant Kelp Restoration Project (projeto de restauração do quelpo gigante) em parceria com as organizações Southern California Waterkeepers e National Oceanic and Atmospheric Administration, para reestabelecer os bancos de alga californianos e educar o público a respeito da importância dessas florestas para o meio-ambiente.

Graças ao projeto, o Macrocystis pyrifera agora já possui um futuro mais promissor, e dependendo de pessoas conscientes, voltará a seu esplendor tão necessário à vida.

Fontes: Revista Eco-21; Southern California Giant Kelp Restoration Project (Kelp Project) - Final Report

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Desmatamento na amazônia

O Brasil registrou o menor índice de desmatamento anual na Amazônia dos últimos 21 anos, atingindo 7 mil quilômetros quadrados. No período 2007-2008, a devastação registrada havia sido de 12,9 mil quilômetros quadrados. O novo resultado representa uma queda de cerca de 45%.
Em, nota, a ONG Greenpeace lembra que a área desmatada, mesmo representando queda expressiva, ainda é maior do que a do Distrito Federal.

"A queda é importante, mas ainda está se derrubando muita floresta na Amazônia", afirma Paulo Adario, diretor da Campanha Amazônia do Greenpeace.


A atribuição a redução do ritmo de devastação da Amazônia se deve às ações de fiscalização e combate, promovidas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), pela Polícia Federal e pela Força Nacional de Segurança e, em menor medida, à oferta de alternativas sustentáveis para quem desmatava, como o apoio a planos de manejo, assistência técnica rural e a regularização fundiária.

Espero que um dia seja feito pela consciência de meio ambiente e que no próximo ano pelo menos 40% seja explicada pelas medidas de desenvolvimento sustentável.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Tirinha 2: Crítica ao desmatamento


Golfinhos no Japão

Já faz algum tempo que a Tay(ana Sancolie) me falou a respeito da matança de golfinhos no Japão. Fui atrás para ver do que se tratava... Eis o resultado:

No período que vai de setembro a março, pescadores da cidade de Taiji, localizada ao sul da ilha de Honshu, dão início à temporada de caça aos golfinhos. Aparentemente, esse "festival de sangue" ocorre todos os anos devido à forte tradição japonesa em consumo de produtos marinhos, já que os primeiros habitantes do arquipélago já dependiam do mar para sobreviver. O mais chocante é a violência desnecessária, o uso de facões e arpões em criaturas tão dóceis.

Água tingida de vermelho pelo sangue dos golfinhos


Detalhe da embarcação: pescadores utilizam arpões para puxar os animais para dentro do barco

Além de golfinhos, o Japão já é notório pelo abate de baleias minke para "fins científicos". A verdade é que esses cetáceos abastecem o sempre crescente mercado nipônico de carnes nobres. Em março desse ano, o canal por assinatura Animal Planet exibiu uma série de documentários mostrando os esforços da ONG Sea Shepherds, liderada pelo ramo mais "radical" de ativistas, para impedir o massacre causado por baleeiros japoneses. Ainda assim, são tímidos os esforços governamentais para acabar com esse triste hábito, principalmente por razões de diplomacia e soberania sobre águas internacionais.

A boa notícia é que os esforços civis contra a matança de golfinhos têm se tornado cada vez mais frequentes. No dia 21 de outubro ocorreu, no Festival Internacional de Cinema de Tóquio, a estreia do documentário The Cove ("A Enseada", referência à enseada de Taiji), do diretor americano Louis Psihoyos. O filme-documentário dividiu opiniões do público local, que agora começa a manifestar indignação perante tamanha crueldade.

Cena de The Cove (Imagem: Oceanic Preservation Society)

Fontes: Folha Online; Veja on-line; Terra

domingo, 1 de novembro de 2009

Olá, pessoal! Passando aqui só para deixar um site bem interessante, um que segue essa linha de ciências. É o http://www.scienceblogs.com.br/. Aproveitem e deem uma olhada nesses blogs: www.scienceblogs.com.br/rainha; http://www.scienceblogs.com.br/geofagos; www.scienceblogs.com.br/ecodesenvolvimento; www.scienceblogs.com.br/rastrodecarbono

Só não deixem de seguir a gente depois, por favor...