quinta-feira, 25 de março de 2010

A hora do planeta 2010

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No sábado, dia 27 de março de 2010, às 20:30 (hora de Brasilia), o Brasil participa oficialmente da HORA DO PLANETA. Das moradias mais simples aos maiores monumentos, as luzes serão apagadas por uma hora, para mostrar aos líderes mundiais nossa preocupação com o aquecimento global.

A Hora do Planeta começou em 2007, apenas em Sidney, na Austrália. Em 2008, 371 cidades participaram. No ano passado, quando o Brasil participou pela primeira vez, o movimento superou todas as expectativas. Centenas de milhões de pessoas em mais de 4 mil cidades de 88 países apagaram as luzes. Monumentos e locais simbólicos, como a Torre Eiffel, o Coliseu e a Times Square, além do Cristo Redentor, o Congresso Nacional e outros ficaram uma hora no escuro. Além disso, artistas, atletas e apresentadores famosos ajudaram voluntariamente na campanha de mobilização.

Fonte: www.horadoplaneta.org.br

domingo, 21 de março de 2010

Novas espécies na antártida


Crustáceo de 100mm está entre as espécies encontradas.

Um grupo de cientistas internacionais descobriu diversas novas espécies na Antártida, que estão colonizando áreas onde duas geleiras romperam devido ao aquecimento global. Os pesquisadores alertam que o ecossistema da região está mudando de forma dramática.

Antes do desaparecimento da camada de gelo de 200 metros de espessura, o solo marinho em Larsen era muito diversificado, da rocha ao barro, o que se refletia também na alta diversidade biológica dos animais que viviam no sedimento, embora quantitativamente sua abundância fosse de apenas 1% se comparado com outras regiões do Mar de Weddell.

Julian Gutt, diretor científico da expedição Polarstern e biólogo marinho do Instituto Alfred Wegener para a Pesquisa Polar e Marinha, disse que "o colapso das camadas Larsen pode ensinar sobre os impactos de mudanças induzidas pelo clima na biodiversidade marinha e no funcionamento do ecossistema".

Os pesquisadores recolheram mostras de cerca de mil espécimes durante as 10 semanas que durou a viagem e acreditam ter descoberto 15 novas espécies de anfípodes (animais semelhantes a lagostas). Também foram encontradas quatro novas espécies de cnidários (organismos relacionados a corais, medusas e anêmonas do mar), entre eles possivelmente uma nova anêmona que vive de forma simbiótica com um caracol do mar.

Outra surpresa da expedição foi a rapidez com a qual o novo habitat está sendo utilizado e colonizado por baleias minke em densidades consideráveis. "Isso significa que o ecossistema na água mudou de forma considerável", acrescentou a doutora Meike Scheidat.

No entanto, Chapelle advertiu que o aquecimento das águas mais produtivas do planeta já está causando uma diminuição na produção de krill, pequenos crustáceos que são o alimento fundamental de outros animais maiores.

terça-feira, 16 de março de 2010

Águas-vivas imortais

Milhões de águas-vivas estão invadindo os oceanos do mundo. O Turritopsis Nutricula é capaz de regressar a uma forma juvenil depois de ficar sexualmente maduros.

Os cientistas acreditam que o ciclo de rejuvenescimento pode ser repetido indefinidamente, o que torna este organismo potencialmente imortal.

Esta criatura tem aproximadamente 5 mm de comprimento e é o foco de muitos estudos realizados por biólogos e geneticistas para saber como é que consegue inverter o processo do envejecimiento.


Além das células-tronco
Seja como for, um detalhe importante da regressão à juventude operada pela água-viva talvez nos traga ainda mais descobertas surpreendentes. O que os pesquisadores descobriram é que a T. nutricula não depende apenas de células-tronco (aquelas em estado “primitivo” e não-especializado, capazes de dar origem a vários tipos de tecido) para realizar seu truque. Ao manipular cada um dos tipos celulares presentes no bicho, os biólogos notaram que são células especializadas as principais responsáveis por permitir a volta à infância.
Como? Desdiferenciação.

– palavrinha que indica o retorno a um estudo semelhante ao de células-tronco, como se as suas células da pele de repente passassem a achar que elas ainda são células embrionárias, capazes de “fabricar” também músculos ou neurônios. Por estranho que pareça, as células-tronco da água-viva precisam da ajuda das células mais especializadas com síndrome de Peter Pan.

Embora águas-vivas sejam organismos imensamente diferentes de nós, é importante lembrar que, nesses níveis celulares e moleculares básicos, todos os animais do planeta são surpreendentemente parecidos. Neste exato momento, equipes de pesquisa do mundo inteiro, inclusive no Brasil, estão tentando várias receitas para induzir a desdiferenciação como forma de obter células-tronco geneticamente compatíveis com pessoas que necessitam, por exemplo, de uma reconstrução neuronal em sua medula espinhal, destruída por um acidente de trânsito ou uma bala perdida.

Eu seria capaz de apostar que, para entender os mecanismos básicos de como fazer isso, a T. nutricula seria uma excelente professora. E, no futuro distante, quem sabe que tipo de maravilha o conhecimento obtido com ela seria capaz de operar sobre os efeitos incapacitantes ou incômodos da velhice? É claro que esse tipo de pesquisa teria impactos sociais e éticos gigantescos, mas isso não é motivo para deixar de tentar entender essa criatura tão singular.




sábado, 13 de março de 2010

Fotos microscópicas de artropodes











Um fotógrafo britânico aposentado registrou, com o auxílio de um microscópio eletrônico, imagens tridimensionais milhões de vezes ampliadas de insetos e aracnídeos, como moscas, pulgas e aranhas-saltadoras.

Steve Gschmeissner, de 61 anos, usou um Microscópio Eletrônico de Varredura (MEV) para registrar as criaturas.

Esse tipo de equipamento bombardeia o objeto com elétrons, que enviam mensagens de volta para que o microscópio gerando a imagem de alta precisão em 3D.

O MEV, que segundo o fotógrafo pode custar mais de R$ 1 milhão, é muito mais potente que um microscópio óptico, que pode ampliar um objeto centenas de vezes.

"Poder usar um equipamento como esse na minha aposentadoria é a realização de um sonho", disse o fotógrafo.

Gschmeissner decidiu fotografar os insetos justamente por causa dos incríveis detalhes e formas que as imagens ampliadas deles proporcionam.

"Os insetos foram um grande projeto para mim. O nível de detalhe em seus minúsculos exoesqueletos é simplesmente lindo", declarou.


Fonte:


http://verde.br.msn.com/galeria-de-fotos.aspx?cp-documentid=23612305&page=1

segunda-feira, 8 de março de 2010

Golfinhos no Japão II

Essa notícia remete àquela minha postagem de novembro do ano passado.

Tóquio - O prefeito da cidade japonesa de Taiji, Kazutaka Sangen, onde foi filmado "The Cove", vencedor do Oscar de Melhor Documentário de Longa-Metragem, pediu hoje "respeito" a sua cultura e criticou que o filme apresenta dados não-comprovados "como se fossem reais".

"The Cove", dirigido pelo americano Louie Psihoyos, aborda o sangrento massacre de golfinhos em Taiji, cidade litorânea de 3,5 mil habitantes onde os pescadores alegam que a caça desses mamíferos é uma tradição centenária.

"A pesca na cidade de Taiji é realizada de acordo com a lei e com a permissão da província de Wakayama (centro do Japão). Portanto, não é um ato ilegal", ressaltou Kazutaka Sangen.

"É lamentável que em algumas cenas do documentário se apresentem fatos como se fossem reais, sem que tenham sido estudados cientificamente", acrescentou.

Sangen pediu "respeito" a todas as culturas alimentícias e lembrou que o consumo de carne de golfinho "se baseia em uma tradição de muitos anos".

Um porta-voz da Prefeitura indicou à Agência Efe que o prêmio ao documentário colocou a cidade no centro das atenções. "Este era um lugar muito tranquilo, mas temo agora que isso possa mudar", ressaltou.

A entrega do Oscar a "The Cove" foi, por outro lado, aplaudida pelo grupo ecologista Greenpeace. Segundo a ONG, o filme contribuirá para apoiar a luta internacional pela preservação das espécies marinhas.

"Espero que sirva de apoio às medidas em favor da preservação, assim como para a luta do Greenpeace no Japão", disse à Agência Efe Greg McNevin, um porta-voz da ONG nesse país.

Além dos golfinhos, McNevin falou sobre o combate contra a caça de baleias por parte do Japão. O país deteve a captura desses animais com motivos comerciais em 1986, pela pressão internacional, mas a retomou em 1987 por "motivos científicos".

"O combate à caça de baleias também tem uma longa trajetória no Japão. Esperamos que este prêmio contribua para apoiá-lo", complementou o porta-voz do Greenpeace.

Fonte: UOL

sábado, 6 de março de 2010

Não a destruição do acordo pró-baleias

A WSPA lutará na próxima semana durante a reunião da CIB na Flórida, para salvar a proibição da caça comercial de baleias e para prevenir o abate cruel de dez baleias jubarte.

A reunião (2 a 5 de março) foi pedida por duas razões: para discutir primeiramente o futuro da CIB, incluindo o acordo que pode significar uma grande perda para as baleias, e em segundo lugar para votar no pedido da Groenlândia em aumentar a sua quota de baleias.

Futuro incerto para a proibição da caça de baleias

Os anos perdidos em discussões infrutíferas sobre a atual e crescente caça de baleias realizada por Japão, Islândia e Noruega conduziram à uma frustração em ambos os lados do debate. As recentes tentativas de acabar com o impasse levaram a um potencial acordo desastroso, que pode legitimar as caças comerciais e destruir a proibição da caça comercial de baleias.

O acordo busca trazer as caças comerciais sob o controle da CIB e reduzir potencialmente o número de baleias abatidas a curto prazo. Mas esse acordo falhou em acabar com as caças comerciais realizadas pelo Japão no santuário Southern Ocean e concederia novas quotas a todas as três nações que realizam as caças comerciais, destruindo assim a moratória de 1986 para as caças comerciais e abrindo as portas para que a indústria de baleias cresça em outros países.

A WSPA se opõe a qualquer acordo que possa legitimar essa prática cruel e desnecessária, pois milhares de baleias continuariam a enfrentar uma morte lenta e dolorosa devido ao uso dos arpões explosivos, sem a opção de uma morte humanitária e instantânea.

– Essa proposta recompensa o mau comportamento do Japão, da Noruega e da Islândia, que abateram juntos mais de 25.000 baleias desde que a proibição da caça passou a vigorar. Ela não aborda o problema fundamental relacionado à caça de baleias, que é o de causar um enorme sofrimento aos animais. A crueldade da caça de baleias não pode continuar no século XXI. Nós incitamos fortemente a CIB a rejeitar esse acordo – disse Claire Bass, Gerente de Mamíferos Marinhos da WSPA.


Fonte: www.wspabrasil.org/latestnews

terça-feira, 2 de março de 2010

Cores de plantas em outros planetas


Se existissem plantas em outros planetas, quais seriam as cores predominantes das folhas?! Essa pergunta ganha sentido quando se investiga a existência de outros planetas fora do sistema solar.

Vários (mais de 200) planetas já foram descobertos, mas ainda não existem informações
precisas de como são e o que existe neles. Para refinar a investigação e tentar saber se existe algum tipo de vida nestes planetas é necessário ter uma ideia de como seriam possíveis plantas que poderiam existir na superfície. Isto porque as plantas poderiam modificar o espectro da luz refletida pelo planeta.

A pesquisa foi conduzida pelo biometeorologista Nancy Kiang, que trabalha no Instituto Goddard para estudos espaciais, da Nasa. Kim explica que as cores dominantes podem ser amarelo, ou laranja, ou ainda o vermelho.

Na Terra, as plantas absorvem a luz azul porque é bastante energética, e a luz vermelha por ter fótons em abundância nesta faixa. A faixa do espectro refletida (e não utilizada) é a verde, por isso vemos as folhas nesta cor.

Para investigar qual a probabilidade de ter outras cores de plantas, os pesquisadores precisaram levar em conta diversos fatores, como o tamanho e espectro emitido por diversas estrelas, também sobre diferentes possibilidades de atmosfera em outros planetas, levando em conta a possível presença de ozônio, dióxido de carbono e vapor d’água.

Fonte: www.gluon.com.br