segunda-feira, 21 de março de 2011

Plantas que detectam explosivos

A cientista June Medford, da Universidade do Colorado, nos Estados Unidos, em parceria com o governo americano, desenvolveu uma planta que pode detectar bombas, criando proteínas vegetais que mudam de cor quando perto de substâncias presentes em explosivos.

Os pesquisadores desenvolveram um programa de computador para manipular as defesas naturais do vegetal, induzindo-o a reagir às substâncias químicas dos explosivos. Quando perto desses materiais, a planta altera sua coloração do verde para o branco. De acordo com a professora, as habilidades dessas plantas para detectar explosivos são superiores às dos cães farejadores.

Fonte: Tudosobreplantas.com.br


sábado, 22 de janeiro de 2011

A volta do plâncton pródigo

O mexilhão zebra (Dreissena polympha) é um molusco de água doce nativo dos lagos do sudeste da Rússia. Sua reprodução é extremamente rápida, e apenas uma fêmea pode deixar milhares de descendentes em pouco tempo, competindo com outras espécies. Transportado por água de lastro a outras regiôes, hoje este organismo figura na lista da IUCN das 100 mais perigosas espécies exóticas invasoras.

Imagem: Wikipedia

Então quando estes bivalves são notícia, isso geralmente quer dizer que um novo corpo d'água foi invadido. Mas não dessa vez.

Estudos conduzidos no rio Hudson, NY, indicam que as populações de zooplâncton originais (predadas pelo mexilhão invasor ou sofredoras de competição com o mesmo) estão retornando, fato acompanhado pelo declínio do número de exemplares de Dreissena. As observações foram relatadas pelo ecólogo David Strayer e por seus colegas do Cary Institute of Ecosystem Studies, também em NY.

Essa inversão de papéis entre invasor e invadidos teve início em 2001, mas foi em 2007 que os pesquisadores relataram um retorno sólido das espécies locais. Desde que os mexilhões zebra invadiram o Hudson, sua taxa de sobrevivência anual caiu em 99%. É possível que siris-azuis sejam responsáveis pelo declínio populacional, ou que algum patógeno ou parasita não identificado esteja atacando estes moluscos.

Fontes: ScienceNOW, ISSG e Wikipedia

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Aves e peixes aparecem mortos aos montes em todo o mundo

Da noite de 31 de dezembro para 1 de janeiro de 2010 aconteceu algo que deixou a todos confusos. Milhares de aves, no Arkansas, começam a aparecer mortas sem causa aparente. Mais de 5000 aves foram recolhidas e levadas para análises para tentar descobrir se o acontecido teve alguém como responsável direto. O mais intrigante é que as aves são de uma única espécie, tordos-sargentos, e não são encontradas outras.

Dias depois,
a apenas 125 milhas de distância em Beebe, dezenas de milhares de peixes mortos, 80.000 a 100.000, apareceram rio Arkansas.

Esse fenômeno é mundial, aconteceu em países como: Brasil, Suécia, Grã-Bretanha, Japão, Tailândia e outros. Quem crê em teoria da conspiração, apocalípticos e extremistas religiosos, acreditam que é o fim do mundo.

As causas e os efeitos disso ainda estão sendo estudados, alguns creem que foram causas de mortes naturais, mas nessa quantidade é meio estranho não?!

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Área ambiental expande mercado de trabalho para os biólogos

Para trabalhar com meio ambiente é necessário dominar leis e ser proativo.

Se há pouco tempo, o mercado de trabalho ficava restrito às áreas da saúde ou ensino, hoje a realidade dos biólogos é outra. Quem gosta de plantas e animais, domina a legislação e possui perfil empreendedor tem boas chances de conquistar uma vaga na área ambiental, que ampliou as oportunidades aos biólogos e criou um nicho que absorve também os recém-formados.

Institutos de pesquisa na iniciativa pública ou privada, museus zoológicos e reservas naturais são locais que empregam os profissionais que estudam a vida e se enveredam para o meio ambiente. Também há opção de trabalhar como autônomo prestando consultoria a empreendimentos que têm de construir sem desrespeitar a natureza.

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O RESTO DA REPORTAGEM VOCÊS PODEM OLHAR EM: g1.globo.com

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Flor japonesa pode ter o maior genoma já encontrado, diz cientista

O que parecer ser uma flor branca comum pode carregar um conteúdo extraordinário em suas pétalas: o mais longo genoma já encontrado.

Pesquisadores do Jardim Botânico Kew, em Londres, anunciaram a descoberta na flor Paris japonica, que supera o recorde do peixe pulmonado africano (nome científico, Protopterus aethiopicus). "Estamos realmente surpresos", disse a pesquisadora Ilia Leitch, do laboratório de Kew.

Leitch e equipe suspeitam que a planta pode ter um código genético equivalente a 91 metros.

O genoma é um conjunto completo do DNA de um ser vivo. O comprimento de um genoma é tipicamente medido pelo número de bases que possui, sendo cada par a base de um DNA.
Para termos comparativos, o genoma humano tem cerca de 3 bilhões de bases e mede aproximadamente 1,8 metro de extensão. No caso do peixe pulmonado africano, há 130 bilhões de bases. Na flor, esse número é maior: 150 bilhões distribuídos.

Não é claro, contudo, por que as variações ocorrem, e grandes genomas não significam necessariamente um organismo mais complexo. Certos genes levam a algumas características,
como a cor loira dos cabelos, e outros não.

Fonte: folha.uol.com

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Cientistas descobrem bactéria que contém elemento tóxico


Uma descoberta anunciada nesta quinta pela revista Science em parceria com a Nasa muda o conceito de vida como entendida pelos cientistas. O arsênico, composto conhecido por ser venenoso, pode servir de alimento para uma bactéria encontrada por uma equipe de pesquisadores em um lago salgado da Califórnia, nos Estados Unidos.

De acordo com os cientistas, o estudo é fascinante e muda o entendimento sobre os elementos que seriam necessários à vida, como carbono, hidrogênio, nitrogênio, oxigênio, fósforo e enxofre. Com a descoberta, foi possível comprovar que o arsênico pode substituir o fósforo nas moléculas de uma bactéria que existe na natureza. O organismo não só consegue viver no meio do arsênico, mas também cresce incorporando o elemento ao seu DNA e membranas celulares.
O achado mostra o quão pouco os cientistas sabem sobre a variedade de formas de vida na Terra e deve expandir as pesquisas sobre vida em outros planetas e luas. Com a constatação, os astrobiólogos poderão procurar vida em outros planetas sem olhar apenas para os planetas com o mesmo equilíbrio de elementos que a Terra tem.

A descoberta da equipe da Nasa foi liderada por Felisa Wolfe-Simon, uma ex-cientista do grupo de pesquisas de Anbar, na Escola da Exploração da Terra e do Espaço da Universidade Estadual do Arizona.

Não se trata de uma exceção trivial: o fósforo faz parte da estrutura do DNA e é um componente do ATP, a molécula usada para transportar energia no metabolismo celular. Batizado de GFAJ-1, o novo organismo foi encontrado em sedimentos do Lago Mono, da Califórnia, nos Estados Unidos. O lago é extremamente salgado e conta com níveis elevados de arsênico, um elemento que fica logo abaixo do fósforo na tabela periódica.

Fonte: www.em.com.br