domingo, 31 de julho de 2011

Baleias misteriosas ficam em silêncio em águas rasas para evitar predadores

Cientistas que pesquisam as misteriosas baleias de bico de Blainville publicaram um estudo no qual concluem que esses mamíferos ficam em silêncio em águas rasas para evitar o ataque de predadores.

A pesquisa, publicada na revista científica Marine Mammal Science, é uma das primeiras a registrar como essas baleias se comunicam.

A espécie Mesoplodon densirostris tende a habitar regiões profundas dos oceanos, formando grupos pequenos, que não ultrapassam dez indivíduos. Por serem tímidos e discretos, esses cetáceos evitam embarcações, recebendo assim um caráter enigmático, por assim dizer.

Os resultados mostraram que a espécie fica silenciosa quando nada a profundidades acima de 170 metros. As baleias também permanecem silenciosas quando estão subindo à tona após seus mergulhos - uma jornada que pode levar até 19 minutos.

Fonte: http://verde.br.msn.com

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Um terço dos peixes cartilaginosos do Brasil estão ameaçados



Pelo menos 35% das 169 espécies de peixes cartilaginosos (tubarões, arraias e quimeras) encontradas no Brasil estão ameaçadas de extinção, segundo uma avaliação realizada pelo Instituto Chico Mendes. Duas espécies já podem estar regionalmente extintas e 60 enfrentam algum tipo de ameaça. Como os dados ainda serão validados antes de ser publicados na revista eletrônica “Biodiversidade Brasileira”, ainda não foi divulgada a lista das espécies consideradas ameaçadas pela avaliação.

De acordo com pesquisas a porcentagem pode chegar a mais de 75%. Comparando com os dados avaliados de aves ameaçadas em todo o mundo calcula-se que 20% das aves do planeta estão ameaçadas também de alguma maneira, um número considerado alto.

O estudo avaliou 169 espécies. Além das extintas regionalmente, 29 foram classificadas como “Criticamente em Perigo” (CR), sete “Em Perigo” (EN) e 20 “Vulnerável” (VU). Apenas 31 foram avaliadas como "Menor Preocupação" (LC) e 16 como "Quase Ameaçada" (NT). Mas para 59 espécies não existem dados suficientes para a classificação.

Os peixes cartilaginosos formam a classe Chondrichthyes e vivem principalmente em águas marinhas, mas existem também espécies de arraias de água doce. Entre eles, muitos têm uma vida longa e mortalidade natural bastante reduzida, mas também possuem baixa fecundidade e pouca capacidade de reposição populacional. Além disso, na época da reprodução, se agregam em locais definidos. “Tudo isso os torna muito vulnerável à pesca", lamenta Mônica.

Fonte: www.oeco.com.br

terça-feira, 26 de abril de 2011

Microalgas alimentam-se de CO2 para produzir biopetróleo

Pesquisdores franceses e espanhóis da pequena empresa Bio Fuel Systems (BFS) desenvolvem há cinco anos, em caráter experimental, biopetróleo produzido com as microalgas que se alimentam do anídrido carbônico lançado por uma fábrica vizinha.

Cerca de 400 tubos de cor verde escura nos quais crescem milhões de microalgas estão localizados em uma planície dessa região do leste da Espanha, perto de um cemitério, que expele CO2, um gás que é capturado e levado por meio de tubulações até a pequena fábrica de biopetróleo.

Em um momento em que os industriais buscam soluções criativas como alternativas para o petróleo, a ideia é reproduzir e acelerar um processo que durou milhões de anos e permitiu a produção de petróleo fóssil.

"Tentamos simular as condições que havia há milhões de anos, quando o fitoplâncton transformou-se em petróleo. Dessa forma, obtivemos um petróleo equivalente ao petróleo atual", explica o engenheiro Eloy Chapuli.

As microalgas fora recolhidas do mar mediterrâneo e do oceano atlântico. E são reproduzidas rapidamente dobrando-se diariamente garças ao Co2 liberado pelo cemitério. Parte do líquido altamente concetrado é extraído e filtrado permitindo a obtenção da biomassa para o petróleo.

Mais informações em noticias.uol.com.br





sábado, 9 de abril de 2011

Série de selos com espécies ameaçadas comemora 50 anos da WWF

O Correio britânico está lançando uma série de selos com imagens de espécies de animais ameaçadas para comemorar o 50º aniversário da ONG ambientalista internacional WWF.

A série é formada por 14 selos com imagens de animais – cinco deles da fauna brasileira.

Estão retratados o elefante africano, o gorila-das-montanhas, o tigre siberiano, o urso polar, o leopardo-de-amur, o lince ibérico, o panda vermelho, o rinoceronte preto e um cão selvagem africano.

Da fauna brasileira estão representados nos selos a onça pintada, o sapo venenoso Dendrobates azureus (sapo-boi-azul), a arara-azul, o macaco-aranha e o mico-leão-dourado.

Os selos foram produzidos com papel fabricado a partir de árvores de florestas controladas e certificadas ou de fontes recicladas.

Dois dos selos – com as imagens do elefante e do tigre – também trazem uma inovação tecnológica.

Usuários de smartphones, com a ajuda de um aplicativo especial, poderão escanear as imagens e assistir a vídeos sobre as espécies ameaçadas, narrados pela atriz Miranda Richardson, embaixadora da WWF.


Fonte: noticias.uol.com.br

segunda-feira, 21 de março de 2011

Plantas que detectam explosivos

A cientista June Medford, da Universidade do Colorado, nos Estados Unidos, em parceria com o governo americano, desenvolveu uma planta que pode detectar bombas, criando proteínas vegetais que mudam de cor quando perto de substâncias presentes em explosivos.

Os pesquisadores desenvolveram um programa de computador para manipular as defesas naturais do vegetal, induzindo-o a reagir às substâncias químicas dos explosivos. Quando perto desses materiais, a planta altera sua coloração do verde para o branco. De acordo com a professora, as habilidades dessas plantas para detectar explosivos são superiores às dos cães farejadores.

Fonte: Tudosobreplantas.com.br


sábado, 22 de janeiro de 2011

A volta do plâncton pródigo

O mexilhão zebra (Dreissena polympha) é um molusco de água doce nativo dos lagos do sudeste da Rússia. Sua reprodução é extremamente rápida, e apenas uma fêmea pode deixar milhares de descendentes em pouco tempo, competindo com outras espécies. Transportado por água de lastro a outras regiôes, hoje este organismo figura na lista da IUCN das 100 mais perigosas espécies exóticas invasoras.

Imagem: Wikipedia

Então quando estes bivalves são notícia, isso geralmente quer dizer que um novo corpo d'água foi invadido. Mas não dessa vez.

Estudos conduzidos no rio Hudson, NY, indicam que as populações de zooplâncton originais (predadas pelo mexilhão invasor ou sofredoras de competição com o mesmo) estão retornando, fato acompanhado pelo declínio do número de exemplares de Dreissena. As observações foram relatadas pelo ecólogo David Strayer e por seus colegas do Cary Institute of Ecosystem Studies, também em NY.

Essa inversão de papéis entre invasor e invadidos teve início em 2001, mas foi em 2007 que os pesquisadores relataram um retorno sólido das espécies locais. Desde que os mexilhões zebra invadiram o Hudson, sua taxa de sobrevivência anual caiu em 99%. É possível que siris-azuis sejam responsáveis pelo declínio populacional, ou que algum patógeno ou parasita não identificado esteja atacando estes moluscos.

Fontes: ScienceNOW, ISSG e Wikipedia