quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Flor japonesa pode ter o maior genoma já encontrado, diz cientista

O que parecer ser uma flor branca comum pode carregar um conteúdo extraordinário em suas pétalas: o mais longo genoma já encontrado.

Pesquisadores do Jardim Botânico Kew, em Londres, anunciaram a descoberta na flor Paris japonica, que supera o recorde do peixe pulmonado africano (nome científico, Protopterus aethiopicus). "Estamos realmente surpresos", disse a pesquisadora Ilia Leitch, do laboratório de Kew.

Leitch e equipe suspeitam que a planta pode ter um código genético equivalente a 91 metros.

O genoma é um conjunto completo do DNA de um ser vivo. O comprimento de um genoma é tipicamente medido pelo número de bases que possui, sendo cada par a base de um DNA.
Para termos comparativos, o genoma humano tem cerca de 3 bilhões de bases e mede aproximadamente 1,8 metro de extensão. No caso do peixe pulmonado africano, há 130 bilhões de bases. Na flor, esse número é maior: 150 bilhões distribuídos.

Não é claro, contudo, por que as variações ocorrem, e grandes genomas não significam necessariamente um organismo mais complexo. Certos genes levam a algumas características,
como a cor loira dos cabelos, e outros não.

Fonte: folha.uol.com

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Cientistas descobrem bactéria que contém elemento tóxico


Uma descoberta anunciada nesta quinta pela revista Science em parceria com a Nasa muda o conceito de vida como entendida pelos cientistas. O arsênico, composto conhecido por ser venenoso, pode servir de alimento para uma bactéria encontrada por uma equipe de pesquisadores em um lago salgado da Califórnia, nos Estados Unidos.

De acordo com os cientistas, o estudo é fascinante e muda o entendimento sobre os elementos que seriam necessários à vida, como carbono, hidrogênio, nitrogênio, oxigênio, fósforo e enxofre. Com a descoberta, foi possível comprovar que o arsênico pode substituir o fósforo nas moléculas de uma bactéria que existe na natureza. O organismo não só consegue viver no meio do arsênico, mas também cresce incorporando o elemento ao seu DNA e membranas celulares.
O achado mostra o quão pouco os cientistas sabem sobre a variedade de formas de vida na Terra e deve expandir as pesquisas sobre vida em outros planetas e luas. Com a constatação, os astrobiólogos poderão procurar vida em outros planetas sem olhar apenas para os planetas com o mesmo equilíbrio de elementos que a Terra tem.

A descoberta da equipe da Nasa foi liderada por Felisa Wolfe-Simon, uma ex-cientista do grupo de pesquisas de Anbar, na Escola da Exploração da Terra e do Espaço da Universidade Estadual do Arizona.

Não se trata de uma exceção trivial: o fósforo faz parte da estrutura do DNA e é um componente do ATP, a molécula usada para transportar energia no metabolismo celular. Batizado de GFAJ-1, o novo organismo foi encontrado em sedimentos do Lago Mono, da Califórnia, nos Estados Unidos. O lago é extremamente salgado e conta com níveis elevados de arsênico, um elemento que fica logo abaixo do fósforo na tabela periódica.

Fonte: www.em.com.br


sexta-feira, 22 de outubro de 2010

A família dos singnatídeos

Peixe-pipa

Essa família envolve os cavalos-marinhos e os peixes-pipa, esse grupo taxonômico se desenvolce por viviparidade, todos os vertebrados se reproduzem dessa forma, com exceção das aves. A viviparidade é definida como o nascimento de filhotes bem desenvolvidos e ativos e está associada com a fecundação interna e o desenvolvimento embrionário e fetal no interior do corpo de um dos pais.

Casos raros


Sempre que se fala em viviparidade, pensamos logo na incubação da prole no corpo das fêmeas. Há, contudo, alguns casos extremamente raros em que o desenvolvimento embrionário pode se processar no corpo de machos.
Alguns exemplos desse tipo incomum de incubação ocorrem em duas espécies de pequenos e ameaçados anfíbios habitantes do sudoeste da América do Sul e conhecidos como sapos de Darwin (gênero Rhinoderma). Esses animais apresentam fertilização externa e seus embriões se desenvolvem por cerca de 20 dias no meio ambiente até se transformarem em girinos e serem capturados e mantidos em expansões bucais dos machos, conhecidas como sacos vocais, até sua metamorfose.

Em algumas espécies de singnatídeos, os machos mantêm os embriões em desenvolvimento em uma bolsa de incubação especializada existente na superfície de seus abdomes ou caudas. Esses locais apresentam modificações morfológicas e fisiológicas semelhantes às encontradas nas fêmeas vivíparas.

A gestação e depois


O período de gestação dos signatídeos possui uma enorme variação, podendo alcançar de 9 a 69 dias, dependendo da temperatura ambiental. Após a gestação, a pseudoplacenta dos machos é eliminada juntamente com os as formas jovens, que passam então a depender somente de si para o desenvolvimento futuro. Não há, portanto, entre os signatídeos qualquer forma de cuidado paternal (ou maternal) da prole.
A regulação hormonal da reprodução dos signatídeos depende da prolactina, um hormônio da hipófise que está relacionado com a osmorregulação, com o desenvolvimento, com as respostas imunes e com a reprodução nos vertebrados. Nos signatídeos, o bloqueio da síntese de prolactina causa abortos e a eliminação dos tecidos associados com a reprodução.


A testosterona e outros hormônios esteroides masculinos regulam o início da incubação nos signatídeos. Os esteroides femininos, como o estradiol e a progesterona, por sua vez, também controlam o desenvolvimento embrionário nessas espécies de peixes. Contudo, são necessárias pesquisas para verificar como se comportam os níveis desses hormônios durante a incubação masculina.
O estudo desses animais pode gerar dados essenciais para a compreensão desse processo em nossa própria espécie. Além disso, esses simpáticos peixes oferecem uma oportunidade para que possamos investigar o processo de seleção sexual e compreender melhor o papel masculino na reprodução.

Fonte: Ciência hoje

domingo, 3 de outubro de 2010

Ligre: Uma cruza bizarra entre leão e tigre


Hercules, um gato de tamanho gigante é um Ligre, que é o cruzamento entre um leão e uma tigresa que vive no zoológico de Miami, EUA.



Marcadores genéticos que não se expressam em seus pais acabam resultando em um felino colossal que produz hormônio de crescimento e nunca para de crescer durante toda a sua vida. Eles também são estéreis. Aparente eles não possuem um gene inibidor do crescimento.

Mas a história é diferente com as fêmeas de ligre: apesar delas também ficarem imensas com cerca de 320kg e 3m de comprimento, ela são férteis.

O ligre não existe na natureza, pois os tigres vivem nas florestas asiáticas e leões na savana africana. Mas quando estes animais se encontram em zoológicos eles podem cruzar e tem compatibilidade genética suficiente para gerar o bizarro ligre.

Apesar de ser extremamente poderoso é bem possível que o ligre não conseguisse sobreviver na natureza justamente por causa de suas proporções colossais. Ele não consegue correr tão rápido ou mesmo ter a mesma resistência que um leão.

Hercules não é o único Ligre do mundo, e não é só isso, tigres machos têm feito cobertura em leoas, produzindo outra criatura estranha, conhecida como Tigon (em ingles).

Os Tigons são muito diferentes os Ligres pois são anões perto destes gigantes. Um Tigon já completamente desenvolvido pode chegar “apenas” a um pouco mais de 150Kg.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Plantas possuem memória e raciocínio

Experiência mostra que as folhas são capazes de se lembrar de eventos passados, aprender e trocar informações entre si.Quem tem plantas em casa costuma tratá- las com carinho – existe até quem converse com as suas. Não é para tanto. Mas uma experiência feita pela Universidade de Varsóvia constatou que as plantas são mais sofisticadas do que parecem– elas têm formas primitivas de memória, raciocínio e aprendizado. Ou seja, inteligência. Os cientistas poloneses colocaram uma planta da espécie Arabidopsis thaliana (parente da mostarda) num ambiente escuro. Em seguida, um feixe de luz foi projetado sobre uma folha.

Os cientistas descobriram que essa folha era capaz de enviar instruções para as demais – que, apesar de não estarem recebendo nenhuma luz, imediatamente começaram a se preparar para isso. As plantas também são capazes de se lembrar, por até 4 dias, quando foi que receberam luz pela última vez – e até atonalidade exata dessa luz. Os cientistas supõem que as plantas usem essa informação para saber emqual época do ano estão. “Isso poderia ajudá-las a se preparar contra doenças típicas de cada estação”,dizem os autores do estudo.

A memória e a comunicação das folhas usam um sistema de enzimas, que são armazenadas e transportadas pela planta. É o mesmo princípio que permite que as plantas “conversem”. Em 2007, cientistas holandeses descobriram que os indivíduos de uma espécie de trevo, o Trifolium repens, estão interconectados e alertamuns aos outros da presença de lagartas parasitas – ameaça à qual as plantas reagem deixando suas folhas mais duras e menos apetitosas.

Fonte: Revista Superinteressante 09/2010

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Alumínio é material mais reciclado no Brasil, segundo dados do IBGE


O campeão absoluto da reciclagem no Brasil é o alumínio com 91,5% da matéria prima utilizada na indústria vindo de alumínio reciclado. Os dados de 2008 são do relatório de Indicadores de Desenvolvimento Sustentável (IDS) do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Em seguida, vêm as embalagens pet, vidro, latas de aço e papel com taxas entre 43% e 55%. As embalagens longa vida são as menos recicladas (pela dificuldade de separação dos componentes) com 26,6%.

As latas de alumínio têm o maior percentual de material reciclado devido ao alto valor de mercado da sucata de alumínio, associado ao elevado gasto de energia necessário para produção de alumínio metálico. As garrafas pet são o segundo material reciclado mais utilizado, 54,8% em 2008. A taxa de reciclagem do vidro vem se mantendo estável nos últimos anos, com 47% do total em 2008. No mesmo ano, 46,5% do aço consumido na indústria vinham de latas recicladas. Já 43,7% do total de papel consumido na indústria é reciclado.

No Brasil, os altos níveis de reciclagem estão mais associados ao valor das matérias-primas e aos altos níveis de pobreza e desemprego do que à educação e à conscientização ambiental. É por conta disto que o papel, o vidro, a resina pet, as latas de aço, e as embalagens cartonadas, de mais baixo valor de mercado, apresentam índices de reciclagem bem menores que as latas de alumínio.

O IBGE acredita que o estabelecimento, pelo governo federal, de preços mínimos para os materiais recicláveis deve elevar a proporção de materiais reciclados. Segundo o Instituto, apenas uma pequena parte do lixo produzido no Brasil é seletivamente coletado. A maior parte da reciclagem é feita por catadores, autônomos ou associados em cooperativas, que retiram do lixo os materiais de mais alto valor.

A coleta seletiva de lixo e a conscientização da população para separar os resíduos, antes de descartá-los, podem aumentar não apenas a eficiência da reciclagem, como também trazer melhorias na qualidade de vida de catadores e de outros trabalhadores que lidam com resíduos.

A reciclagem das embalagens longa vida tetrapak é mais recente e apresenta o menor valor 26,6%, sendo medida a partir de 1.999. Além de não possuir tanta tradição na reciclagem, a necessidade de separar os materiais componentes das embalagens tetrapak (papel, alumínio e plástico) é outro fator dificultador.

As embalagens longa vida, por dispensarem refrigeração, também contribuem para o combate à destruição da camada de ozônio, pois a refrigeração é o setor industrial que mais consome substâncias que destroem esta camada

A reciclagem, ao reduzir o consumo de energia e a extração de matérias-primas, reduz, também, a emissão de gases de efeito estufa associados à geração de energia pela queima de combustíveis fósseis.

Fonte: Uol notícias

sábado, 21 de agosto de 2010

Ambystoma mexicanum


O axolote ou axolotle (Ambystoma mexicanum) é uma espécie de salamandra que não se desenvolve na fase de larva. É um exemplo de animal neoténico, pois conserva durante toda a vida brânquias externas, uma característica do estado larval. Os axolotes são muito usados em laboratório devido à sua capacidade de regeneração.

Ao contrário do que ocorre com seus parentes próximos, como sapos e rãs, que passam a viver na terra quando deixam as formas larvais, os axolotes permanecem na água por toda a vida. O seu único habitat natural consiste dos lagos próximos da Cidade do México, em especial o lago Xochimilco e o lago Chignahuapan, este último no estado de Puebla. No lago Chignahuapan são já bastante raros, devido à predação dos seus ovos por espécies não autóctones introduzidas pelo homem. Além disso, a capacidade de regeneração do axolote também traz alguns problemas, uma vez que em certas zonas do México é apreciado em caldos e pela medicina naturista (como vitamínico).

Axolotle é um nome asteca, que numa tradução aproximada significa "monstro aquático", e na mitologia asteca era a evocação do deus Xolotl.

Fonte: Animal planet + wikipédia

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Censo da Vida Marinha divulga inventário de espécies

Um preixe-drgão, que tem dentes afiados até na língua.
Eles seriam predadores terríveis, se não tivessem o tamanho de uma banana.



Os pesquisadores coletaram informações ao longo de séculos com dados obtidos durante o Censo, que durou uma década. A síntese irá ajudar decisões futuras sobre a exploração marinha de áreas pouco conhecidas, como as águas mais profundas.

O resultado final do Censo, que contou com pesquisadores de 13 países, será lançado oficialmente no dia 4 de outubro, em Londres.

Os cientistas encontraram em cada região, um total que variou de 2.600 a 33 mil espécies. As águas japonesas e australianas, são as mais ricas em biodiversidade, segundo eles. Cerca de um quinto das formas de vida encontradas (19%) são crustáceos. Em seguida aparecem os moluscos (17%) e os peixes (12%).

Muitas espécies aparecem em mais de uma região e, por isso, receberam o título de "mais cosmopolitas", como certas algas microscópicas, protozoários e aves marinhas. Entre os peixes, o peixe Chauliodus sloani (conhecido como "viperfish") pode ser considerado o personagem mais comum do fundo do mar.

Os pesquisadores ressaltam, no entanto, que ainda há muito para ser descoberto. Mesmo em uma região marinha com menor diversidade, há pelo menos cinco ou dez vezes mais espécies desconhecidas para um especialista, conta Ian Poiner, CEO do Instituto Australiano para as Ciências do Mar e responsável pelo comitê científico do Censo.


Fonte: Uol notícias

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Fotógrafo flagra elefanta brincando com lagarto em parque

Um lagarto-monitor virou o brinquedo de uma elefanta indiana no parque nacional Corbett, na Índia.

Madhuri, a elefanta, suspendeu o lagarto do chão com sua tromba e passou alguns dias circulando com o bichinho pendurado. Às vezes balançando o réptil no ar, às vezes deixando que ele descansasse um pouquinho no chão.

As imagens foram registradas pelo fotógrafo Jagdeep Rajput que, apesar dos 20 anos de experiência, afirmou nunca ter visto nada tão bizarro.

“Já havia ouvido falar desta elefanta e procurei-a no parque. Ela é conhecida por ser bastante agressiva, então, quando finalmente a encontrei, me aproximei cautelosamente", disse ele.

“O parque tem uma grande população de lagartos, e Madhuri é conhecida por ser especialista em capturá-los – ela gosta, principalmente, dos lagartos-monitores, explicou. Seu comportamento foi extraordinário, e eu nunca tinha visto ou ouvido falar de algo tão bizarro, completou.”

O elefante indiano é uma subespécie do elefante asiático que pode pesar até cinco toneladas e chegar a 3,35 metros de altura dos pés até o ombro. Sua tromba não tem ossos ou cartilagem, mas conta com 100 mil unidades musculares que dão extrema destreza ao elefante e permitem que ele pegue pequenos objetos.

A espécie também conta com um grande cérebro que o permite registrar memórias e experiências.


Fonte: Notícias.uol.com.br

sábado, 24 de julho de 2010

Copo meio vazio

O bioma Pampa, que ocupa a maior parte do Rio Grande do Sul, já perdeu quase 54% da vegetação original. Os dados mais recentes do desmatamento do bioma, divulgados hoje (22) pelo Ministério do Meio Ambiente, mostram que, entre 2002 e 2008, 2.183 quilômetros quadrados (km²) de cobertura nativa foram derrubados.

O levantamento, feito pelo Centro de Monitoramento Ambiental do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), aponta os 19 municípios gaúchos que mais desmataram o bioma no período. Alegrete, no extremo oeste do estado, é o campeão de derrubada, com 176 km² de desmate entre 2002 e 2008. As cidades de Dom Pedrito e Encruzilhada do Sul aparecem em seguida, com 120 km² e 87 km² desmatados em seis anos.

Apesar do grande percentual desmatado, o ritmo de devastação do Pampa é o menor entre os biomas brasileiros. De acordo com os dados do MMA, a região perdeu anualmente, em média, 364 km² de vegetação nos últimos seis anos. No Cerrado, o ritmo anual de devastação é de 14 mil km² por ano e, na Amazônia, a derrubada atinge 18 mil km² de floresta anualmente.

Fonte: UOL Notícias; Agência Brasil

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Sequenciamento do Homem de Neanderthal

O sequenciamento do genoma do homem de Neanderthal por uma equipe internacional de cientistas revelou cruzamentos com o humano moderno e traz uma nova luz sobre as características genéticas humanas únicas na evolução.

De 1% a 4% do genoma humano (2% de seus genes) provêm do homem de Neanderthal, que apareceu há cerca de 400.000 anos e se extinguiu há 30.000 anos, precisaram cientistas em um estudo publicado na edição deste 7 de maio da revista americana Science.

O Neanderthal é assim o primo mais próximo dos seres humanos.

"Podemos dizer, de agora em diante, que com toda probabilidade ocorreu uma transferência de genes entre o homem de Neanderthal e os humanos modernos", afirma Richard Green, professor de engenharia biomolecular da Universidade da Califórnia em Santa Cruz.

Segundo os pesquisadores, essa transferência genética deve ter ocorrido de 50.000 a 80.000 anos atrás, provavelmente quando os primeiros Homo sapiens saíram da África, berço da humanidade, coincidindo com a presença dos homens de Neanderthal no Oriente Médio, antes de se dispersarem na Eurásia. O fato de os genes do Neanderthal aparecerem no genoma de indivíduos de origem europeia e asiática, mas não entre os africanos, sustenta essa hipótese.

Na comparação, o Neanderthal mostrou-se geneticamente idêntico ao humano moderno em 99,7%, e ao chimpanzé em 98,8%. O antepassado comum do chimpanzé com o humano moderno e seu primo Neanderthal remonta a 5 ou 6 milhões de anos atrás.

"O sequenciamento do genoma do Neanderthal nos permite começar a definir todas as características do genoma humano que diferem de outros organismos vivos, inclusive aquelas do parente mais próximo do humano na evolução", afirma Svante Paabo, diretor do Departamento de Genética do Instituto Max Planck na Alemanha, que lidera o projeto de sequenciamento do genoma.

Fonte: Uol notícias e New science

terça-feira, 13 de julho de 2010

Tempestade na Floresta

Duas tempestades gigantes arrebataram o hemisfério ocidental em 2005. Todos já ouviram falar do furacão Katrina, que atingiu a costa do Golfo em agosto daquele ano. Mas alguns meses antes, em janeiro, uma série de tempestades passou pela bacia amazônica, aqui no Brasil. Esse evento, pesquisadores da Tulane University (New Orleans, EUA) relatam, pode ter derrubado centenas de milhões de árvores, e ainda há evidência de que tamanho acontecimento não seja assim tão raro.

Utilizando imagens de satélite de cerca de 34 mil quilômetros quadrados da região em 2004 e comparando os dados com imagens pós-tempestade, os pesquisadores descobriram que o vento havia ''cortado" uma imensa faixa da floresta, que a atravessava na direção nordeste.

A equipe relata que a tempestade derrubou cerca de 500 milhões de árvores em toda a bacia amazônica. Somente na região de Manaus, o evento foi responsável por 30% da desflorestação de 2005. Algumas pesquisas sugeriram que a seca fosse a causa primária da morte das árvores na Amazônia no mesmo ano, mas como grande parte de Manaus não havia sido afetada por esse fator na época, concluiu-se que o vento certamente foi o grande responsável.

"Essas grandes ventanias mostram ser importantes para nosso entendimento do funcionamento da Amazônia, em termos de estocagem de carbono, biodiversidade, e outros fatores", diz o ecologista Gregory Asner da Carnegie Institution for Science, em Stanford, Califórnia. Se as tempestades se tornarem mais intensas e frequentes, Asner continua, "Podemos esperar grandes mudanças na estrutura e composição dos ecossistemas no caminho delas."

Árvores derrubadas pelo vento (Imagem: Jeffrey Chambers/Tulane University)

Fonte: ScienceNOW

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Cientistas descobrem cem novas espécies no Quênia

Uma equipe internacional de cientistas, coordenada pelo grupo conservacionista americano The Nature Conservancy, começou a explorar uma das mais isoladas áreas de floresta tropical montanhosa, no leste da África.

A região, no Quênia, é cercada por terras áridas, e ficou isolada pelos últimos 10 mil anos.

Cientistas já encontraram mais de cem espécies até então desconhecidas.

Mas a floresta está ameaçada pelo crescente número de moradores de tribos das redondezas que precisam de madeira, água, mel e novas terras para seu gado pastar.



Fonte:
Uol notícias

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Ecocô

Essa é para todos os que deliberadamente colocam o radical "eco" na frente das palavras, caracterizando desenvolvimento sustentável e combate a mudanças climáticas.

Cachalotes fazem sua parte ao ambiente quando defecam. À medida que estes mamíferos gigantes sopram ar por seus espiráculos, gás carbônico é lançado na atmosfera. Mas um novo estudo sobre cachalotes no Oceano Antártico indica que tal dívida de carbono é quitada. Ao se alimentar de animais ricos em ferro (polvos, lulas, etc), e então defecar próximo à superfície, os cetáceos espalham dejetos ricos nesse metal, que por sua vez "fertilizam" o fitoplâncton. Os pequenos organismos, daí, realizam fotossíntese de maneira mais eficiente, removendo 240000 toneladas de carbono a mais do que é expelido pelas baleias.

Imagem: Thomas Carey

Não é ecolegal?

quinta-feira, 10 de junho de 2010

União com máquinas vai libertar o cérebro do corpo

Bem pessoal, faz um tempinho que não postamos aqui, mas é que estamos tendo que correr muito. Mas aqui estou eu trazendo mais notícias.

MIGUEL NICOLELIS

O DESENVOLVIMENTO da neurociência deverá libertar o cérebro do corpo e permitir, por exemplo, que seres humanos explorem o espaço usando máquinas capazes de transmitir movimentos e sensações. A previsão foi feita pelo do neurocientista paulistano Miguel Nicolelis, 48, em sabatina promovida pela Folha.

"Em muito menos de 30 anos, você vai conseguir ter a sua presença à distância". Diretor do Centro de Neuroengenharia da Universidade Duke (EUA) e do Instituto Internacional de Neurociência de Natal Edmond e Lily Safra, Nicolelis disse também que está "à beira de demonstrar que é balela" a ideia de que o córtex cerebral se divide em áreas.

O pesquisador é pioneiro no estudo de interações entre cérebro e máquina, e já realizou proezas tecnológicas como fazer um robô no Japão andar impulsionado por ondas cerebrais de uma macaca nos EUA.

O objetivo do trabalho é desenvolver próteses neurais que permita a pessoas paralisadas andarem novamente.

Nicolelis realizou um experimento para demonstrar o que disse. Ele apresentou uma macaca, Idoya. O experimento que foi realizado com Idoya, a primeira macaca a andar como nós, de forma bipedal numa esteira, mostra sua atividade cerebral e seus padrões de locomoção enquanto caminha na esteira. Idoya realizava essa atividade na Costa leste da Carolina do Norte, e sua atividade cerebral era enviada para Kyoto, no Japão, onde um robô decodificava a tempestade cerebral da primata. O robê era projetado na frente da macaca, e ela tinha assim a impressão de que eram suas próprias pernas. Com esse experimento, o médico demonstra que uma simulação produzida por bilhões de neurônios interconectados se amplia, incorporando novas ferramentas como se fossem do próprio cérebro. O corpo passa a terminar agora nos limites da ferramenta que o cérebro controla.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Cientistas descobrem espécies bizarras em Papua


Sapo apelidado de Pinóquio é uma das novas espécies

Cientistas acreditam ter fotografado novas espécies de animais durante uma expedição à província de Papua, na Indonésia.

As descobertas foram registradas nas florestas da montanhas Foja, uma região no oeste da ilha de Nova Guiné intocada pelo homem há milhares de anos e conhecida como "mundo perdido".

Entre as novas espécies está um sapo que já foi apelidado de "Pinóquio", por sua característica de levantar o nariz ao coaxar, um rato peludo que gosta de se pendurar em árvores, uma lagartixa de cabeça alongada e dedos curvados, um morcego que se alimenta de flores e um pequeno canguru que está sendo considerado o menor membro da família no mundo.

A equipe de cientistas da organização ambiental Conservation International foi financiada pelas organizações National Geographic, Smithsonian Institute e o instituto de ciências da Indonésia (Lipi).

As descobertas foram anunciadas uma semana antes do Dia Internacional da Biodiversidade.
Segundo a Conservation International, o ritmo das extinções de espécies no mundo está entre cem e mil vezes além do considerado "normal" - uma taxa preocupante que, para a ONG, expõe a ameaça ao futuro da biodiversidade do planeta.


Fonte: Notícias.uol

sábado, 15 de maio de 2010

Perda

O incêndio que atingiu na manhã deste sábado (15) o laboratório de répteis do Instituto Butantan, na zona oeste de São Paulo, destruiu o acervo de animais mortos usados para pesquisa e estudo. Entre as espécies encontravam-se cobras, aranhas e escorpiões. Segundo a assessoria de imprensa, não havia nenhum animal vivo no prédio que foi mais atingido. Algumas espécies que foram destruídas estavam mantidas em formol há aproximadamente 100 anos.

De acordo com Francisco Luis Franco, curador da coleção do Butantan e responsável pelo laboratório atingido, haviam aproximadamente 85 mil exemplares de animais para estudo no local.

O prédio conjugado ao laboratório de répteis comporta as espécies vivas, que foram retiradas durante o incêndio e não sofreram nenhum dano.

Segundo informações do Corpo de Bombeiros, o fogo, que se iniciou por volta das 7h35 da manhã, foi controlado cerca de uma hora e meia depois. Não há registro de vítimas. Dez carros de bombeiros e 50 homens foram designados para o combate às chamas no Butantan. Uma perícia será feita no local e a previsão é de que o resultado seja divulgado em 30 dias.

O instituto vai ficar fechado para visitações até a próxima segunda-feira (17) em decorrência do incêndio e afirmou ainda que o secretário de Estado da Saúde, Luiz Roberto Barradas Barata, esteve pela manhã no local, e solicitou ao diretor da instituição, Otávio Mercadante, que a mesma elabore imediatamente um projeto para a recuperação do prédio.

Fonte: UOL Notícias, com informações da Folha Online

sexta-feira, 14 de maio de 2010

O Corpo Humano I

Para entendermos melhor o funcionamento da complexa máquina da vida vamos aprender de um modo mais divertido.

Pretendo postar ilustrações simples e o funcionamento do corpo humano; agora vamos conhecer o sangue:



Tecido Conjuntivo Sanguíneo


Aparenta entranho a definição do sangue como um tecido, mas é verdade. A diferença do tecido sanguíneo (e linfático também) para os demais é que a sua substância intercelular (entre as células) é líquida e esta se movimenta pelo corpo inteiro.
As funções do sangue são: transporte de nutrientes e gases (O2 e CO2), defesa do organismo, e coagulação sanguínea.
Os elementos figurados (tipos de células) do sangue são:
1º) Hemácias:
Células anucleadas, com pigmentos vermelhos denominados hemoglobina com função de transportar gases (O2 E CO2).
Hemácia carregando O2


2º) Leucócitos:
São divididos em granulócitos e agranulócitos.



Granulócitos:

São os neutrófilos, eosinófilos e basófilos. Aqueles dois (neutrófilos e eosinófilos) têm a função de fagocitar (''comer'') microorganismos invasores e células mortas, já estes (basófilos) têm a função de liberar histamina e haparina (substâncias que dilatam os vasos sanguíneos para os outros leucócitos passarem por eles e atuarem em outros tecidos).


Basófilo ''injetando'' histamina e heparina no vaso sanguíneo

Agranulócitos:

São os monócitos e os linfócitos. Aqueles fagocitam microorganismos invasores e podem se transformar em macrófagos (células maiores com a mesma função dos monócitos) e estes produzem anticorpos (substâncias que servem para destruir invasores).

Macrófago fagocitando uma bactéria

Linfócito ''atirando'' os anticorpos em um vírus

3º) Plaquetas:
Junto com a vitamina K e o íons Cálcio as plaquetas atuam na coagulação sanguínea.

As plaquetas liberam tromboplastina que ativam a protrobina transformando em uma enzima chamada trombina, esta ativa o fibrinogênio transformando-o em fibrina que atuará fechando o vaso rachado.

Plaquetas com um balde de troboplastina, vitamina K e íon cálcio em frente a um vaso rachado

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Um caso raro, animal produz seu próprio caroteno

Dois pesquisadores da Universidade do Arizona descobriram que o pulgão-de-ervilha (Acyrthosiphon pisum) é capaz de produzir seu próprio caroteno. A descoberta está descrita na edição atual da revista Science. Carotenos são pigmentos orgânicos encontrados em plantas e microrganismos como algas e fungos. São essenciais para a vida e, até então, os cientistas acreditavam que nenhum animal poderia sintetizá-los.

Até hoje não se tinha notícia de animais capazes de produzir esses importantes antioxidantes, que os cientistas estimavam derivar apenas de alimentos ingeridos. Segundo os pesquisadores, talvez esse seja apenas um caso raro e extraordinário. Mas em estudos genômicos um caso inicial geralmente se mostra como apenas um exemplo de algo muito maior.

Segundo eles, os afídios (insetos pequenos que se alimentam da seiva das plantas) aparentemente adquiriram tal habilidade por causa de uma rara transferência genética com fungos, há muito tempo em sua história evolutiva.

Os outros animais precisam ingerir carotenoides (moléculas relacionadas ao caroteno), que são vitais para uma série de funções do organismo (importantes para a visão e os ossos, por exemplo), bem como para a pigmentação. O beta-caroteno, pigmento que faz com que as cenouras sejam laranja, é o componente básico da vitamina A.

Nancy Moran e Tyler Jarvik decidiram investigar por que o pulgão-de-ervilha tem coloração vermelha ou verde, sendo que o primeiro tipo é devorado por joaninhas, e o segundo, por vespas. Para o estudo, os cientistas vasculharam o genoma dos afídios, sequenciado recentemente.


Fonte: Terra.com

domingo, 2 de maio de 2010

Sob nova óptica

De que espécie será essa aqui? (Imagem: http://random-stuff.popsugar.com)

Amostras de tecido de 139 orcas do norte do Pacífico, norte do Atlântico e da Antártica indicam que existem ao menos três espécies diferentes do animal, duas na Antártica e uma no Alasca, de acordo com a publicação de pesquisadores na revista "Genome Research".

Estudiosos haviam suspeitado que esse poderia ser o caso. Os mamíferos, a despeito da coloração preta e branca ou cinza e branca, têm diferenças sutis em suas manchas e também nos hábitos alimentares.

Como um grupo, as orcas não são consideradas uma espécie ameaçada, mas algumas populações correm risco de ser extintas. A designação de novas espécies pode contribuir para a proteção dos animais ameaçados.

Uma das duas espécies antárticas se alimenta de focas, enquanto a segunda come apenas peixes, segundo Philip Morin, da Administração Nacional de Oceanos e Atmosfera (NOAA) dos EUA, que liderou a pesquisa. Ambas apresentam coloração mais acinzentada em relação à espécie característica da costa do Alasca, que pode se alimentar de mamíferos marinhos grandes, incluindo golfinhos*.

Outros tipos de orca também podem ser espécies distintas ou subespécies, mas ainda falta a realização de uma análise adicional para certificar o fato, disseram os estudiosos.

A NOAA ainda designou uma população de orcas que vive no Pacífico, ao largo da costa do estado de Washington, como ameaçada de extinção.


*A própria orca é um golfinho! Esse erro fica de lado na reportagem para não confundir os leitores mais desavisados...

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Elysia chlorotica - planta ou animal?




Elysia chlorotica
é uma lesma-do-mar, da família Placobranchidae, que habita a costa norte-americana , que se estende desde a costa da Nova Escócia ao sul da Flórida . Este molusco se tornou conhecido por ser o primeiro animal que mostrou a capacidade de produzir clorofila e fazer fotossíntese.

Uma lesma marinha hermafrodita verde escura, encerra os mecanismos para levar a cabo a fotossíntese, como resultado do estabelecimento de uma relação simbiótica intracelular com os cloroplastos que rouba à alga haplóide Vaucheria litorea, que constitui a sua fonte alimentar.
O pequeno animal obtém os cloroplastos após perfurar a parede e sugar o conteúdo das células da alga, que armazena nas células do seu ramificado intestino, que se prolonga por todo o corpo, onde permanecem funcionais. A associação estabelece-se em cada geração.

domingo, 18 de abril de 2010

O domínio oculto dos micróbios

Cientistas de censo passaram a última década monitorando leões-marinhos, tubarões e outros grandes habitantes marinhos. Agora, o foco passa às menores criaturas do oceano - micróbios. E os números são surpreendentes.

Hoje, o Censo da Vida Marinha, uma rede de pesquisadores de mais de 80 países formada dez anos atrás para documentar a diversidade dos oceanos, anunciou que micróbios marinhos representam até 90% de toda biomassa oceânica, pesando, em conjunto, o equivalente a 240 bilhões de elefantes africanos. Seis anos atrás, estudos em biologia molecular já tinham indicado que a diversidade microbiótica marinha era maior do que se pensava, mas "fomos surpreendidos pelos dados", relembra Mitch Sogin, biólogo molecular do Marine Biological Laboratory em Woods Hole, Massachusetts, que co-dirigiu uma das pesquisas.

Estudos foram realizados com amostras de organismos de lama oceânica, coluna d'água e fontes hidrotermais. Para a catalogação dos indivíduos, foram utilizadas técnicas avançadas de sequenciamento de DNA, com enfoque nos genes ribossomais.

Fonte: ScienceNOW

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Novas das profundezas

Um time global de pesquisadores, conhecido como InterRidge, descobriu e filmou as fontes hidrotermais mais profundas de que se tem notícia. A descoberta ocorreu na Fossa das Caimã, abaixo do mar do Caribe, a uma profundidade de 5000 m. A equipe ainda planeja uma outra expedição, que poderá descer 6000 m.

domingo, 11 de abril de 2010

Plantas, Ilhas no Mar Egeu e Diversidade de Espécies

A criação de rebanho, geralmente caprino ou ovino, é uma prática comum nas ilhas do Egeu, principalmente devido à falta de espaço adequado na porção continental.

Foto de satélite mostrando as ilhas do Mar Egeu, entre a Grécia e a Turquia (Imagem: Wikipédia)

Os animais são transportados de barco às ilhas, e isso pode introduzir plantas, na forma de sementes ou esporos, no ambiente. Muitas são daninhas, outras são espécies comuns nativas de outras ilhas. A partir daí, o vegetal invasor deve passar por dois testes: primeiro, estabelecer indivíduos adultos sobre as espécies já presentes (o que é facilitado se o estabelecimento se dá em uma área já pastada) e segundo, suportar, por várias gerações, as condições ambientais da ilha. Portanto, em linhas gerais, a pastagem é responsável por uma estruturação vegetal insular completamente diferente, enquanto que as pequenas ilhas sem pastagem são um dos poucos ecossistemas no Mediterrâneo quase sem influência humana.

A flora menos diversificada de ilhas não-pastadas corresponde à sua condição “normal”, enquanto que a pastagem permite o estabelecimento de mais espécies. Tomando um ponto de vista relacionado à conservação, essa ideia corrobora opiniões anteriores de que até mesmo as atividades humanas tradicionais, de baixa intensidade, como a criação de rebanhos livres, afetam significativamente os processos que modelam as comunidades vegetais em ilhotas, aumentando a riqueza de espécies num primeiro momento, mas diminuindo, futuramente, a heterogeneidade geral, já que as espécies invasoras mais adaptadas acabam "tomando" o lugar das nativas.

Referência:

Panitsa, M.; Tzanoudakis, D.; Triantis, K. A.; Sfenthourakis, S. (2006) Patterns os species richness on very small islands: the plants of the Aegean archipelago. Journal of Biogeography, 33, 1223-1234.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Descobertos fósseis de quase 2 milhões de anos na África do sul

Os longos braços, as pernas compridas e o cérebro, menor, mas com o mesmo formato do nosso, levaram os pesquisadores a concluir que a espécie representa um ancestral distante do homem.

Um macaco? Um homem? Para os cientistas envolvidos na descoberta é a transição de um para o outro. O hominídeo Australopithecus sediba ocupou a capa da mais importante revista de ciência dos Estados Unidos. Hominídeo é uma família da ordem dos primatas; australopithecus, macaco do sul; e sediba, numa das línguas oficiais da África do Sul, é fonte nascente.

A espécie, que seria a ancestral ao ser humano, foi encontrada num parque perto de Johanesburgo, capital sul-africana. Como se fosse um filme, um garoto de 9 anos, filho de um pesquisador que acompanhava escavações, tropeçou. Era uma clavícula.

Aí foi um passo para encontrar os fósseis de uma fêmea adulta, entre 20 e 30 anos, com 33 quilos, e um macho adolescente, de 10 a 13 anos, com 27 quilos. Eles estavam no que era uma caverna.

"Um milhão e novecentos mil anos em extraordinárias condições," disse o pesquisador.

Os longos braços, como os de um macaco, as pernas compridas, capazes de dar passos longos como os humanos, e o cérebro, menor, mas com o mesmo formato do nosso, levaram os pesquisadores a concluir que esta espécie representa um ancestral distante do homem.

Foram dois anos de buscas e mais de 60 cientistas envolvidos dos EUA, das Austrália e da África do Sul. Mas alguns daqueles que não participaram da pesquisa questionaram: os fósseis seriam mesmo de uma espécie que deu origem ao homem moderno?

Seja qual for a resposta, a ciência espera estar mais perto de descobrir a evolução humana.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Nova espécie

Uma nova espécie animal foi descoberta no Canal de Mira da Ria de Aveiro por investigadores da universidade daquela cidade. Trata-se de um verme marinho baptizado de “Diopatra micrura” que, embora se assemelhe a outras duas espécies já registadas no mesmo local, apresenta-se como uma novidade para a ciência.

Após a análise do material biológico recolhido em várias campanhas de investigação, Ana Maria Rodrigues, Victor Quintino e Adília Pires constataram que a “Diopatra micrura” também habita a região costeira ao largo de Aveiro, da Nazaré, de Cascais e de Vila Real de Santo António.

A descoberta aconteceu à margem de um trabalho de investigação sobre a "Diopatra neapolitana", uma espécie abundante na ria e utilizada para fins comerciais. Neste contexto os investigadores detectaram esta nova espécie muito semelhante, embora com dimensões inferiores e com umas barras azuis nos filamentos que funcionam como órgãos sensoriais, detalhe que lhes “chamou a atenção”, confidenciou ao Ciência Hoje Ana Maria Rodrigues, do Departamento de Biologia da UA.

“A ‘Diopatra micrura’ é muito semelhante ao casulo ‘Diopatra neapotitana’. Fazem tudo e vivem exactamente da mesma forma. É, porém, mais pequena pois o indivíduo maior que encontramos mede oito centímetros. Vive num tubo que em termos de materiais de construção é também semelhante ao da 'Diopatra neapolitana' ", explicou a investigadora.





quinta-feira, 25 de março de 2010

A hora do planeta 2010



No sábado, dia 27 de março de 2010, às 20:30 (hora de Brasilia), o Brasil participa oficialmente da HORA DO PLANETA. Das moradias mais simples aos maiores monumentos, as luzes serão apagadas por uma hora, para mostrar aos líderes mundiais nossa preocupação com o aquecimento global.

A Hora do Planeta começou em 2007, apenas em Sidney, na Austrália. Em 2008, 371 cidades participaram. No ano passado, quando o Brasil participou pela primeira vez, o movimento superou todas as expectativas. Centenas de milhões de pessoas em mais de 4 mil cidades de 88 países apagaram as luzes. Monumentos e locais simbólicos, como a Torre Eiffel, o Coliseu e a Times Square, além do Cristo Redentor, o Congresso Nacional e outros ficaram uma hora no escuro. Além disso, artistas, atletas e apresentadores famosos ajudaram voluntariamente na campanha de mobilização.

Fonte: www.horadoplaneta.org.br

domingo, 21 de março de 2010

Novas espécies na antártida


Crustáceo de 100mm está entre as espécies encontradas.

Um grupo de cientistas internacionais descobriu diversas novas espécies na Antártida, que estão colonizando áreas onde duas geleiras romperam devido ao aquecimento global. Os pesquisadores alertam que o ecossistema da região está mudando de forma dramática.

Antes do desaparecimento da camada de gelo de 200 metros de espessura, o solo marinho em Larsen era muito diversificado, da rocha ao barro, o que se refletia também na alta diversidade biológica dos animais que viviam no sedimento, embora quantitativamente sua abundância fosse de apenas 1% se comparado com outras regiões do Mar de Weddell.

Julian Gutt, diretor científico da expedição Polarstern e biólogo marinho do Instituto Alfred Wegener para a Pesquisa Polar e Marinha, disse que "o colapso das camadas Larsen pode ensinar sobre os impactos de mudanças induzidas pelo clima na biodiversidade marinha e no funcionamento do ecossistema".

Os pesquisadores recolheram mostras de cerca de mil espécimes durante as 10 semanas que durou a viagem e acreditam ter descoberto 15 novas espécies de anfípodes (animais semelhantes a lagostas). Também foram encontradas quatro novas espécies de cnidários (organismos relacionados a corais, medusas e anêmonas do mar), entre eles possivelmente uma nova anêmona que vive de forma simbiótica com um caracol do mar.

Outra surpresa da expedição foi a rapidez com a qual o novo habitat está sendo utilizado e colonizado por baleias minke em densidades consideráveis. "Isso significa que o ecossistema na água mudou de forma considerável", acrescentou a doutora Meike Scheidat.

No entanto, Chapelle advertiu que o aquecimento das águas mais produtivas do planeta já está causando uma diminuição na produção de krill, pequenos crustáceos que são o alimento fundamental de outros animais maiores.

terça-feira, 16 de março de 2010

Águas-vivas imortais

Milhões de águas-vivas estão invadindo os oceanos do mundo. O Turritopsis Nutricula é capaz de regressar a uma forma juvenil depois de ficar sexualmente maduros.

Os cientistas acreditam que o ciclo de rejuvenescimento pode ser repetido indefinidamente, o que torna este organismo potencialmente imortal.

Esta criatura tem aproximadamente 5 mm de comprimento e é o foco de muitos estudos realizados por biólogos e geneticistas para saber como é que consegue inverter o processo do envejecimiento.


Além das células-tronco
Seja como for, um detalhe importante da regressão à juventude operada pela água-viva talvez nos traga ainda mais descobertas surpreendentes. O que os pesquisadores descobriram é que a T. nutricula não depende apenas de células-tronco (aquelas em estado “primitivo” e não-especializado, capazes de dar origem a vários tipos de tecido) para realizar seu truque. Ao manipular cada um dos tipos celulares presentes no bicho, os biólogos notaram que são células especializadas as principais responsáveis por permitir a volta à infância.
Como? Desdiferenciação.

– palavrinha que indica o retorno a um estudo semelhante ao de células-tronco, como se as suas células da pele de repente passassem a achar que elas ainda são células embrionárias, capazes de “fabricar” também músculos ou neurônios. Por estranho que pareça, as células-tronco da água-viva precisam da ajuda das células mais especializadas com síndrome de Peter Pan.

Embora águas-vivas sejam organismos imensamente diferentes de nós, é importante lembrar que, nesses níveis celulares e moleculares básicos, todos os animais do planeta são surpreendentemente parecidos. Neste exato momento, equipes de pesquisa do mundo inteiro, inclusive no Brasil, estão tentando várias receitas para induzir a desdiferenciação como forma de obter células-tronco geneticamente compatíveis com pessoas que necessitam, por exemplo, de uma reconstrução neuronal em sua medula espinhal, destruída por um acidente de trânsito ou uma bala perdida.

Eu seria capaz de apostar que, para entender os mecanismos básicos de como fazer isso, a T. nutricula seria uma excelente professora. E, no futuro distante, quem sabe que tipo de maravilha o conhecimento obtido com ela seria capaz de operar sobre os efeitos incapacitantes ou incômodos da velhice? É claro que esse tipo de pesquisa teria impactos sociais e éticos gigantescos, mas isso não é motivo para deixar de tentar entender essa criatura tão singular.




sábado, 13 de março de 2010

Fotos microscópicas de artropodes











Um fotógrafo britânico aposentado registrou, com o auxílio de um microscópio eletrônico, imagens tridimensionais milhões de vezes ampliadas de insetos e aracnídeos, como moscas, pulgas e aranhas-saltadoras.

Steve Gschmeissner, de 61 anos, usou um Microscópio Eletrônico de Varredura (MEV) para registrar as criaturas.

Esse tipo de equipamento bombardeia o objeto com elétrons, que enviam mensagens de volta para que o microscópio gerando a imagem de alta precisão em 3D.

O MEV, que segundo o fotógrafo pode custar mais de R$ 1 milhão, é muito mais potente que um microscópio óptico, que pode ampliar um objeto centenas de vezes.

"Poder usar um equipamento como esse na minha aposentadoria é a realização de um sonho", disse o fotógrafo.

Gschmeissner decidiu fotografar os insetos justamente por causa dos incríveis detalhes e formas que as imagens ampliadas deles proporcionam.

"Os insetos foram um grande projeto para mim. O nível de detalhe em seus minúsculos exoesqueletos é simplesmente lindo", declarou.


Fonte:


http://verde.br.msn.com/galeria-de-fotos.aspx?cp-documentid=23612305&page=1

segunda-feira, 8 de março de 2010

Golfinhos no Japão II

Essa notícia remete àquela minha postagem de novembro do ano passado.

Tóquio - O prefeito da cidade japonesa de Taiji, Kazutaka Sangen, onde foi filmado "The Cove", vencedor do Oscar de Melhor Documentário de Longa-Metragem, pediu hoje "respeito" a sua cultura e criticou que o filme apresenta dados não-comprovados "como se fossem reais".

"The Cove", dirigido pelo americano Louie Psihoyos, aborda o sangrento massacre de golfinhos em Taiji, cidade litorânea de 3,5 mil habitantes onde os pescadores alegam que a caça desses mamíferos é uma tradição centenária.

"A pesca na cidade de Taiji é realizada de acordo com a lei e com a permissão da província de Wakayama (centro do Japão). Portanto, não é um ato ilegal", ressaltou Kazutaka Sangen.

"É lamentável que em algumas cenas do documentário se apresentem fatos como se fossem reais, sem que tenham sido estudados cientificamente", acrescentou.

Sangen pediu "respeito" a todas as culturas alimentícias e lembrou que o consumo de carne de golfinho "se baseia em uma tradição de muitos anos".

Um porta-voz da Prefeitura indicou à Agência Efe que o prêmio ao documentário colocou a cidade no centro das atenções. "Este era um lugar muito tranquilo, mas temo agora que isso possa mudar", ressaltou.

A entrega do Oscar a "The Cove" foi, por outro lado, aplaudida pelo grupo ecologista Greenpeace. Segundo a ONG, o filme contribuirá para apoiar a luta internacional pela preservação das espécies marinhas.

"Espero que sirva de apoio às medidas em favor da preservação, assim como para a luta do Greenpeace no Japão", disse à Agência Efe Greg McNevin, um porta-voz da ONG nesse país.

Além dos golfinhos, McNevin falou sobre o combate contra a caça de baleias por parte do Japão. O país deteve a captura desses animais com motivos comerciais em 1986, pela pressão internacional, mas a retomou em 1987 por "motivos científicos".

"O combate à caça de baleias também tem uma longa trajetória no Japão. Esperamos que este prêmio contribua para apoiá-lo", complementou o porta-voz do Greenpeace.

Fonte: UOL

sábado, 6 de março de 2010

Não a destruição do acordo pró-baleias

A WSPA lutará na próxima semana durante a reunião da CIB na Flórida, para salvar a proibição da caça comercial de baleias e para prevenir o abate cruel de dez baleias jubarte.

A reunião (2 a 5 de março) foi pedida por duas razões: para discutir primeiramente o futuro da CIB, incluindo o acordo que pode significar uma grande perda para as baleias, e em segundo lugar para votar no pedido da Groenlândia em aumentar a sua quota de baleias.

Futuro incerto para a proibição da caça de baleias

Os anos perdidos em discussões infrutíferas sobre a atual e crescente caça de baleias realizada por Japão, Islândia e Noruega conduziram à uma frustração em ambos os lados do debate. As recentes tentativas de acabar com o impasse levaram a um potencial acordo desastroso, que pode legitimar as caças comerciais e destruir a proibição da caça comercial de baleias.

O acordo busca trazer as caças comerciais sob o controle da CIB e reduzir potencialmente o número de baleias abatidas a curto prazo. Mas esse acordo falhou em acabar com as caças comerciais realizadas pelo Japão no santuário Southern Ocean e concederia novas quotas a todas as três nações que realizam as caças comerciais, destruindo assim a moratória de 1986 para as caças comerciais e abrindo as portas para que a indústria de baleias cresça em outros países.

A WSPA se opõe a qualquer acordo que possa legitimar essa prática cruel e desnecessária, pois milhares de baleias continuariam a enfrentar uma morte lenta e dolorosa devido ao uso dos arpões explosivos, sem a opção de uma morte humanitária e instantânea.

– Essa proposta recompensa o mau comportamento do Japão, da Noruega e da Islândia, que abateram juntos mais de 25.000 baleias desde que a proibição da caça passou a vigorar. Ela não aborda o problema fundamental relacionado à caça de baleias, que é o de causar um enorme sofrimento aos animais. A crueldade da caça de baleias não pode continuar no século XXI. Nós incitamos fortemente a CIB a rejeitar esse acordo – disse Claire Bass, Gerente de Mamíferos Marinhos da WSPA.


Fonte: www.wspabrasil.org/latestnews

terça-feira, 2 de março de 2010

Cores de plantas em outros planetas


Se existissem plantas em outros planetas, quais seriam as cores predominantes das folhas?! Essa pergunta ganha sentido quando se investiga a existência de outros planetas fora do sistema solar.

Vários (mais de 200) planetas já foram descobertos, mas ainda não existem informações
precisas de como são e o que existe neles. Para refinar a investigação e tentar saber se existe algum tipo de vida nestes planetas é necessário ter uma ideia de como seriam possíveis plantas que poderiam existir na superfície. Isto porque as plantas poderiam modificar o espectro da luz refletida pelo planeta.

A pesquisa foi conduzida pelo biometeorologista Nancy Kiang, que trabalha no Instituto Goddard para estudos espaciais, da Nasa. Kim explica que as cores dominantes podem ser amarelo, ou laranja, ou ainda o vermelho.

Na Terra, as plantas absorvem a luz azul porque é bastante energética, e a luz vermelha por ter fótons em abundância nesta faixa. A faixa do espectro refletida (e não utilizada) é a verde, por isso vemos as folhas nesta cor.

Para investigar qual a probabilidade de ter outras cores de plantas, os pesquisadores precisaram levar em conta diversos fatores, como o tamanho e espectro emitido por diversas estrelas, também sobre diferentes possibilidades de atmosfera em outros planetas, levando em conta a possível presença de ozônio, dióxido de carbono e vapor d’água.

Fonte: www.gluon.com.br

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Reunião das Américas (JA10)

Em Foz do Iguaçu, nos dias 8 a 13 de agosto de 2010 acontecerá a Reunião das Américas. Evento formado por 25 sessões temáticas nas áreas das ciências geofísicas. Uma das sessões será dedicada a Sistemas de Observação Regional dos Oceanos nas Américas.

Veja:

Descrição da Sessão: Sistemas de Observação Regional dos Oceanos nas Américas

Os Sistemas de Observação Regional dos Oceanos já estão em funcionamento nas Américas. Os dados são utilizados diretamente e assimilados por modelos numéricos para reduzir riscos de ameaças associadas a oceanos incluindo toxinas originárias na água, ondas de tempestades, inundações costeiras, transportes marinho inseguro e mudanças no ecossistema marinho. Estes sistemas foram desenvolvidos para atender às necessidades regionais, mas ainda há muito a ser aprendido por meio do compartilhamento de histórias bem-sucedidas. As submissões de trabalhos podem ser sobre aspectos físicos, bioquímicos e biológicos dos sistemas regionais dos oceanos das Américas, com foco nos resultados científicos atingidos em benefício social.

Fonte:

http://www.unesco.org/pt/brasilia/single-view/news/2010_meeting_of_americas_call_for_abstracts/back/9669/cHash/e0757ce1c4/

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Pandora é aqui

Saudações a todos os leitores do Antena Ecológica! Vocês já devem ter percebido (espero!) que estou há alguns dias sem postar, isso porque acabo de me mudar para SP e só agora consegui acesso à internet. Peço desculpas pela ausência, mas já trago novidades ao blog. Finalmente!

No filme Avatar, o povo Na'vi possui a habilidade de se ''conectar" a uma rede que liga todos os elementos da biosfera. Mas pesquisadores podem ter encontrado um paralelo à essa rede em nosso mundo: sulfobactérias que vivem em sedimentos abaixo do solo oceânico.

Imagem: 20th Century Fox

Alguns cientistas acreditam que essas bactérias são conectadas por uma rede de nanofios microbióticos. Esses finos filamentos proteicos poderiam lançar elétrons de um lado para outro, permitindo que comunidades de bactérias agissem como um único superorganismo. Agora, Lars Nielsen e sua equipe, da Aarhus University, na Dinamarca, encontraram evidências que apoiam essa teoria.

"A descoberta foi quase mágica", disse Nielsen. "Vai de encontro a tudo que sabemos até agora. Micro-organismos podem viver em simbiose elétrica por grandes distâncias."

Muitas bactérias marinhas geram energia oxidando o gás sulfeto de hidrogênio, comum nos sedimentos oceânicos. Para isso, os organismos precisam de acesso ao oxigênio na água, que "captura" os elétrons vindos da quebra da molécula do sulfeto.

Nielsen obteve amostras de sedimentos ricos em bactérias vindos do solo marítimo próximo a Aarhus. No laboratório, a equipe retirou, e depois devolveu oxigênio às mesmas. Para a surpresa de todos, as medições de sulfeto de hidrogênio revelaram que bactérias vários centímetros abaixo da superfície da água iniciaram a quebra do gás bem antes que o oxigênio reintroduzido chegasse a elas (Revista Nature).

Acredita-se que uma rede de proteínas condutoras entre as bactérias seja o que torna isso possível, permitindo que a reação de oxidação ocorra a uma distância remota do oxigênio que a sustenta. Os fios transportam elétrons das bactérias em áreas mais fundas e pobres em oxigênio até as que estão na superfície do solo oceânico, região mais rica no gás. Os elétrons são então passados ao O2, que reage com íons de hidrogênio para formar água, terminando o processo.

Diagrama explica a reação (clique aqui para aumentar a imagem)

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Natureza entiquetada


Um banco de dados monumental que funcione como um código de barras para identificar toda a diversidade biológica que existe.

Funcionaria assim: os pesquisadores sequenciam um trecho bem pequeno do DNA - por volta de 650 pares de bases - e inserem no banco de dados, junto com fotos e informações diversas. Os botânicos entraram este ano num acordo sobre os trechos específicos a serem usados.

Para animais, o marcador que parece funcionar melhor é um chamado CO1. O truque é encontrar trechos que existam em todos os organismos que se pretende comparar, com variabilidade suficiente para que cada espécie tenha um código de barras único. Funciona bem para vários bichos, conforme mostraram participantes do simpósio. Para plantas, nem tanto.

Como ainda há muitas espécies sem nome na maior floresta brasileira, os códigos de barras dariam origem a um diagrama do tipo árvore genealógica, mas sem nomes nas pontas dos ramos.

O mais legal mesmo foi ouvir sobre as aplicações diversas dos códigos de barras, que têm potencial de responder perguntas até agora impenetráveis, e de reunir pesquisadores de diversas áreas como geneticistas, taxonomistas, ecólogos, parasitologistas etc. Muito mais do que fazer catálogos da diversidade biológica, a ferramenta permite ter uma ideia de associações ecológicas entre espécies e comparar as comunidades de espécies entre regiões diferentes.

As aplicações de se enxergar uma diversidade que os olhos não veem são inúmeras, por isso os códigos de barras têm potencial de abrir as comportas da imaginação dos pesquisadores.

Os organizadores de consórcios internacionais, como o iBOL, o CBOL e outros, estão se esforçando para pôr o Brasil dentro de seus barcos. Em muitos casos a impressão que dá é que, na visão deles, os parceiros brasileiros se limitariam a mandar amostras da riqueza biológica destas bandas. Acho que eles repararam que não é bem assim: o pessoal daqui sabe fazer ciência com as próprias mãos, só falta quem organize e quem financie uma iniciativa de ampla escala por aqui.

Fonte: Science blogs